A Literatura de Cordel está presente em nosso cotidiano bem mais do que podemos imaginar. Por sua linguagem ritmada e de fácil compreensão, tem sido cada vez mais utilizada por diversas áreas de atuação social e entre os meios de comunicação de massa de grande circulação como, emissoras de TV, jornais, rádio, teatro e cinema. Também é usada em escolas da capital paulista como uma ferramenta de ensino-aprendizagem.
Ela nada mais é do que um suporte de literatura popular, um formato que foi trazido de Portugal para o Brasil. Quando chegou ao nosso país, o Cordel ganhou uma estrutura própria atribuída pelos nordestinos, o que a faz conhecida até hoje.
Atualmente podemos encontrar cordéis sobre os mais variados temas e assuntos. Sua linguagem informal, e muitas vezes cômica, facilita a abordagem de alguns assuntos polêmicos e inicia uma breve discussão.
O cordel foi adaptado a outros gêneros, como o cinema, com o filme O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna; peças de teatro, com a Companhia Confraria da Paixão e o cordelista Luiz de Assis Monteiro; em letras de músicas de Alceu Valença, Chico César e Gilberto Gil, com o recente lançamento do álbum Banda Larga Cordel; e é utilizada pelo poeta de cordel e cantor Costa Senna.
A arte que acompanha o cordel é a xilogravura. Como tradição, as capas de cordéis são feitas por eles, um desenho gravado em madeira que é passado ao papel em uma espécie de carimbo, por meio de uma prensa.
Interessou-se pelo cordel? Existem diversas maneiras de entrar em contato com essa poesia popular. Os grandes nomes da Literatura de Cordel na cidade de São Paulo são: Marco Haurélio, Moreira de Acopiara, João Gomes de Sá, Klévisson Viana, Ariovaldo Viana, Varneci Nascimento, Cacá Lopes, Costa Senna e César Obeid.
Estes autores lançaram, recentemente, em parceria com a Editora Nova Alexandria, a Coleção Clássica em Cordel, que conta com grandes clássicos da literatura brasileira, como Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, pelo poeta Varneci Nascimento, entre outros, para o formato ritmado e métrico do cordel.
Para saber mais sobre a Literatura de Cordel:
http://www.youtube.com/watch?v=Kx6PZOC2WtQ&feature=related
http://www.novaalexandria.com.br/materias.php?cd_secao=9&codant
Bruno Souto é jornalista e amante da literatura brasileira.