Aos amantes da boa mesa, comer bem em São Paulo é mais do que uma obrigação. A capital paulista reúne 12 mil restaurantes, com 52 tipos de cozinhas de todas as partes do mundo. Na grande metrópole, onde se vive intensamente às 24 horas do dia, merece destaque o fast food, pratos rápidos que, além da praticidade, agradam ao paladar diversificado e exigente dos paulistanos.
Conheça influências de quatro comidas rápidas que conquistaram o gosto dos paulistanos.
Mangia che ti fa bene!
Tipicamente italiana, a história da pizza contradiz o conhecimento popular. Há mais de cinco mil anos, babilônios, hebreus e egípicios já misturavam o trigo e a água, sendo ervas regionais e azeite de oliva os ingredientes típicos da pizza. Os italianos acrescentaram o tomate, descoberto na América e levado a Europa pelos conquistadores espanhóis.
De início, a pizza não tinha a sua forma característica, redonda, como conhecemos. Era alimento de pessoas humildes do sul da Itália, onde em Nápoles, surgiu o termo “picea”, para indicar o disco de massa assada com alimentos por cima. Servida por ambulantes com ingredientes baratos, a receita correu o mundo e dois países passaram a ser seus maiores degustadores com a imigração italiana: Estados Unidos e Brasil.
Em São Paulo o consumo de pizzas é grande e sofisticado. Só em 2008, as mais de 5.800 pizzarias da capital venderam juntas 370 milhões de pizzas, alcançando o faturamento de R$ 5 bilhões.
Das arábias
Originário do Oriente Médio, na Arábia Saudita, o kibe surgiu da mistura da carne com trigo. Considerado prato nacional na Síria, Palestina, Líbano e Iraque, é também comum na Turquia, península arábica e norte da África.
Imigrantes dessas regiões difundiram a receita para outras partes do mundo, em especial o Brasil. A iguaria árabe se adaptou bem ao gosto dos brasileiros, com a diferença de que não se usa carne de carneiro em seu preparo, como em seus países de origem. Aqui, o kibe pode ser encontrado temperado com cebola, alho e ervas, misturado com trigo especial, e servido frito, assado, grelhado ou cru.
Yes, hot dog!
O hot dog que conhecemos teve origem em 1904, na cidade de Saint Louis, nos Estados Unidos. Um vendedor de salsichas quentes emprestava luvas de algodão para seus clientes não queimar as mãos enquanto comiam. Porém, parte das luvas não eram devolvidas, o que gerava prejuízo. Com ajuda de seu cunhado, o vendedor passou a usar pão, inventando assim, essa comida típica americana.
Após o término da Segunda Guerra Mundial, o Brasil passou a sofrer influência da cultura americana, e o hot dog, aqui cachorro-quente, conquistou definitivamente seu espaço com uma diferença: o tempero.
Nos EUA, o tempero típico do hot dog é mostarda e chucrute, este não muito apreciado pelos brasileiros, que foi substituído por iguarias que o transformaram em um lanche com valor nutritivo e calórico, adorado pelos paulistanos: maionese, catchup, mostarda, molhos à base de tomates, cebolas, batata palha, ervilhas, milho, purê de batatas, queijos tipo cheddar ou requeijão.
“Olha o churros!”
De origem catalã, proveniente da Espanha, os churros são preparados com massa em formato de tubos e fritos em óleo quente. Tradicionalmente, é servido com chocolate quente e conhaque.
No Brasil, é tão popular quanto o nosso pingado com pão e manteiga, com a diferença que na Espanha é apreciado no café da manhã, enquanto aqui, ganhou recheios e confeitos.